Sonhar com carro desgovernado: uma leitura junguiana

Você está ao volante e os freios não funcionam, ou acorda no banco de trás. Costuma ser sobre conduzir a própria vida — não sobre capacidade, mas sobre a sensação de quem decide.

Depende de como era

  • os freios não funcionamganhou velocidade e não dá para frear
  • você está no banco de trásoutra pessoa decide por você
  • não dá para ver a estradavocê segue sem ver para onde
  • o carro sumiualgo que te dava movimento desapareceu

Uma pergunta para você

Em que parte da sua vida você não está ao volante agora?

E o seu é lido símbolo por símbolo

Isso um dicionário de sonhos não consegue fazer: ele lê o sonho que você teve de verdade. Você escreve com as suas palavras — uma casa onde nunca morou, uma portinha embaixo da escada, uma chave que não entrava — e cada uma dessas imagens é tomada separadamente, com o que ela pode estar carregando para você.

Depois vem o arquétipo em que o sonho está — o Limiar, por exemplo —, uma reflexão que o liga ao seu próprio mapa e, no final, uma pergunta para ficar com você. Não uma resposta. Uma pergunta.

A leitura de um sonho precisa de conta, porque o sonho fica guardado — e a graça está aí: o sentido aparece quando a mesma imagem volta pela terceira vez. A conta é gratuita e as primeiras leituras também.

Em alguns sonhos a interpretação não cabe. Se no texto aparecer o sinal de uma crise real, o aplicativo não interpreta o sonho e avisa.

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